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Resultados da John Deere indicam fim da retração do mercado de máquinas agrícolas

Companhia apresentou resultados acima das expectativas no terceiro trimestre do ano fiscal e elevou a projeção de lucro

A John Deere sinalizou que 2026 pode marcar o ponto mais baixo do atual ciclo de retração do mercado de máquinas agrícolas. A avaliação foi feita após a companhia apresentar resultados acima das expectativas no terceiro trimestre de seu ano fiscal e elevar sua projeção de lucro para o período, o que impulsionou as ações da empresa em quase 10%.

A fabricante, controlada pela Deere & Company, registrou lucro líquido de US$ 1,38 bilhão no trimestre encerrado em 2 de agosto, equivalente a US$ 5,10 por ação. O resultado superou tanto os US$ 1,3 bilhão registrados no mesmo período do ano anterior quanto as projeções do mercado, que estimavam lucro de US$ 4,71 por ação.

As vendas líquidas e receitas globais somaram US$ 12,608 bilhões, alta de 5% na comparação anual. No acumulado dos nove primeiros meses do ano fiscal, a receita chegou a US$ 35,589 bilhões, crescimento de 7%.

O desempenho levou a empresa a revisar para cima sua projeção de lucro líquido para o ano fiscal de 2026, agora estimado entre US$ 4,75 bilhões e US$ 5 bilhões. A previsão anterior variava de US$ 4,5 bilhões a US$ 5 bilhões. Segundo a companhia, a melhora nas tendências das encomendas e a recuperação dos estoques de equipamentos usados reforçam a expectativa de que o mercado esteja se aproximando do fim do atual ciclo de queda.

O resultado trimestral foi sustentado, em parte, pela diversificação dos negócios. Enquanto o segmento de Produção e Agricultura de Precisão registrou queda de 6% na receita e recuo de 9% no lucro operacional, pressionado pela redução nos embarques de tratores e colheitadeiras, a divisão de Construção e Florestal apresentou crescimento de dois dígitos nas vendas e avanço significativo no lucro operacional. O segmento de máquinas menores e equipamentos para jardins também teve expansão.


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O CEO da empresa, John May, afirmou que a companhia continua acreditando que 2026 representará o fim do ciclo de retração do mercado de máquinas agrícolas. A perspectiva, no entanto, não significa uma retomada imediata. A expectativa é de que uma recuperação mais consistente comece apenas em 2027 e ocorra de forma gradual.

Um dos sinais observados pela companhia está na carteira de pedidos. Segundo Deanna Kovar, presidente mundial da divisão de agricultura e gramados, as encomendas de plantadeiras e pulverizadores para 2027 registraram crescimento de um dígito médio em relação ao ciclo anterior.