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A possibilidade de instalação de uma unidade voltada à produção de e-amônia a partir de hidrogênio verde nos Campos Gerais do Paraná foi apresentada à diretoria da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) pelo empresário Ricardo Salcedo, da Hycom Green Ammonia.
A iniciativa prevê a produção de e-amônia a partir do hidrogênio verde obtido por meio da eletrólise da água, utilizando energia renovável. A região dos Campos Gerais é apontada pela empresa como área de interesse para a implantação do projeto, embora sua viabilização ainda dependa do avanço das etapas de desenvolvimento técnico, regulatório, ambiental e de investimentos.
Durante a apresentação, Salcedo destacou o caráter inovador da tecnologia. O diretor de Indústria da ACIPG, Paulo Pinto, responsável por articular a participação do empresário na reunião, afirmou que o tema ainda é pouco conhecido pelo setor produtivo local e ressaltou a importância de ampliar o debate sobre novas tecnologias ligadas à transição energética. “É uma novidade para nós, poucos conhecem o assunto, e esse foi um dos motivos que me fez convidar o Ricardo. Acho que, com todos os diretores entendendo do que se trata, fica tudo muito mais fácil”, afirmou.
O presidente da ACIPG, Leonardo Puppi Bernardi, também destacou a aproximação de temas como ESG, crédito de carbono e combustíveis de baixo carbono da realidade econômica regional. Segundo ele, o avanço de projetos ligados à inovação pode abrir novas perspectivas para Ponta Grossa e os Campos Gerais. "A gente ouvia falar de ESG, de crédito de carbono, tudo muito distante, mas começou a estar aqui no nosso quintal uma indústria de ponta, e é o que a gente vai começar a ver”, disse.
Em nota, a Hycom Green Ammonia reforçou que o empreendimento permanece em fase de desenvolvimento e esclareceu que a recente obtenção da Licença Prévia Ambiental representa uma etapa importante, mas não autoriza o início das obras ou da operação da futura unidade.
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Segundo a empresa, a licença atesta a viabilidade ambiental do projeto dentro dos parâmetros analisados pelos órgãos competentes e é resultado de anos de estudos, análises técnicas e desenvolvimento conceitual. A companhia, no entanto, ressalta que ainda há diversas etapas a serem cumpridas antes de uma eventual implantação. "Como todo projeto de grande porte e elevado grau de inovação tecnológica, a iniciativa ainda depende do avanço de diversas frentes de trabalho”, informou a empresa.
De acordo com o material técnico apresentado pela empresa, as estimativas de capacidade produtiva e consumo de insumos ainda estão sujeitas às próximas etapas de engenharia e licenciamento. A concretização do empreendimento, portanto, dependerá da conclusão dos estudos técnicos e regulatórios, além da estruturação dos investimentos necessários.
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