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por Johan Huss    |   28/01/2026

Por que é hora de repensar os custos das ferramentas

O aumento do modelo de pagamento por peça

De acordo com o novo relatório State of Manufacturing, da Fictiv, 44% dos engenheiros estão dedicando pelo menos seis horas por semana à logística. A pesquisa revelou que 19% dos profissionais entrevistados dedicaram mais de oito horas por semana - um dia inteiro de trabalho - a tarefas desta área em 2025. Isso representa um aumento em relação aos 13% em 2024, destacando a crescente carga sobre as equipes de engenharia encarregadas de lidar com uma cadeia de suprimento cada vez mais complexa.

E não é apenas o tempo gasto encomendando novas ferramentas. Pesquisa própria da Sandvik Coromant revela que, embora as ferramentas representem apenas 3-5% dos custos totais de produção, seu mau gerenciamento afeta muitas outras áreas, desde o tempo de inatividade do operador até refugo e compras de emergência. Na verdade, um operador pode ter até 20% de seu tempo desperdiçado apenas procurando a ferramenta certa, um exemplo marcante de como pequenas ineficiências rapidamente se acumulam.

Essas constatações também demonstram uma necessidade clara: os fabricantes precisam de soluções de serviço mais eficientes e de fornecimento orientadas por tecnologia que otimizem os fluxos de trabalho e permitam que as equipes se concentrem em tarefas de maior valor.

Resultados sobre entregas

É exatamente aqui que os modelos baseados em resultados podem fazer uma diferença significativa, especialmente para quem trabalha em fábricas movimentadas.

Vamos começar examinando como funciona uma prática tradicional de logística de ferramentas. Está programado um lote de peças e, assim, o primeiro passo é verificar a disponibilidade das ferramentas. Agora, imagine que o estoque está baixo e um engenheiro ou comprador precisa emitir um pedido de compra — talvez para vários fornecedores. É preciso então acompanhar os prazos de entrega, monitorar as remessas e conciliar as faturas. Em muitos casos, as equipes também mantêm um estoque excedente “para garantir”, o que imobiliza capital e exige espaço adicional de armazenamento.


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Para uma fábrica movimentada, esse ciclo se repete infinitamente, consumindo um tempo de produção valioso que poderia ser aproveitado para melhorar processos ou resolver desafios de engenharia.

É aí que os modelos baseados em resultado podem transformar completamente essa estratégia de ferramentas. Em vez de comprar ferramentas como consumíveis, os fabricantes pagam um custo fixo por cada peça acabada. O modelo de pagamento por uso é como comprar mantimentos: o comprador paga apenas pelo que usa. Neste modelo, os fabricantes pagam por um serviço ou produto com base na quantidade que usam, em vez de uma taxa fixa. Portanto, se uma fábrica usa mais, paga mais; se usa menos, paga menos. É uma maneira flexível e econômica de acessar serviços ou produtos.

Na Sandvik Coromant, o modelo de pagamento por peça foi desenvolvido para eliminar a complexidade do processo de usinagem e oferecer aos clientes total transparência em relação aos seus custos de produção. A jornada começa com uma análise detalhada da situação do cliente e a equipe dedica tempo para entender os objetivos de negócios e revisa a estratégia de ferramentas existente para identificar áreas de melhoria.

Isso pode revelar que há ferramentas demais mantidas em estoque, ou que um tempo valioso está sendo perdido na busca pela ferramenta certa no chão de fábrica, por exemplo. Com essas informações, especialistas da Sandvik Coromant podem então elaborar uma estratégia de ferramentas sob medida para as peças e desafios específicos do cliente. Isso envolve selecionar as ferramentas mais eficientes, definir os parâmetros de processo corretos e integrar soluções digitais para obter transparência e acompanhamento de desempenho.

O mais importante é que o resultado é um custo fixo por peça, permitindo controle total e previsibilidade para o cliente. Em vez de gerenciar os custos das ferramentas separadamente ou se preocupar com tempo de inatividade inesperado, cada aspecto do processo de usinagem é coberto em uma única e confiável estrutura de custos.

Um parceiro no desempenho

Os benefícios deste modelo são evidentes. Os custos tornam-se transparentes e previsíveis, sem despesas ocultas. As operações do dia a dia são simplificadas, pois gasta-se menos tempo gerenciando ferramentas e mais tempo focando na produção. A confiabilidade do processo melhora, ajudando a reduzir o tempo de inatividade e o refugo, e economias mensuráveis ano após ano são garantidas por meio de um compromisso com a melhoria contínua.

A sustentabilidade também está no centro de um modelo de pagamento por uso, pois o recondicionamento de ferramentas, a redução de embalagens, a logística mais inteligente e a vida útil mais longa das ferramentas contribuem para a produção de menos resíduos e menor efeito ambiental.

O serviço não é estático; a otimização contínua é incorporada ao modelo, com ajustes realizados ao longo do tempo para melhorar a vida útil da ferramenta, a estabilidade do processo e a eficiência geral.

Ao combinar conhecimento especializado em ferramentas avançadas com melhorias contínuas baseadas em dados, o modelo de pagamento por peça garante que a produção seja não apenas confiável, mas também cada vez mais eficaz ao longo do tempo.

Com este modelo, a Sandvik Coromant oferece mais do que ferramentas — oferece tempo, estabilidade e uma parceria no desempenho. Os fabricantes ganham a confiança de saber que cada peça produzida tem qualidade garantida e custo fixo, e as complexidades das ferramentas, logística e otimização são gerenciadas por um especialista dedicado a manter a produção funcionando da melhor forma.

Atualmente, os fabricantes simplesmente não arcam com uma gestão administrativa que prejudique a produtividade. Em vez disso, precisam de um modelo que reconheça suas necessidades e ofereça suporte orientado por valor, funcionando com foco em seu desempenho. Isso começa com a logística de ferramentas e a escolha de um parceiro capaz de fornecer suporte de ferramentas previsível, transparente e fácil de compreender, o que abre caminho para uma usinagem mais produtiva.

* Esta empresa é parceira do Grupo CIMM
O conteúdo e a opinião expressa neste artigo não representam a opinião do Grupo CIMM e são de responsabilidade do autor.

Johan Huss

Perfil do autor

Vice President Digital Products and Services na Sandvik Coromant