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Fernando Fuertes | 17/03/2025
Notícias
Nos dias de hoje, é praticamente impossível pensar em alguma atividade industrial na qual não esteja presente o uso de equipamentos e materiais de elevação e movimentação de componentes pesados. Este é o caso, por exemplo, da indústria automobilística.
Seja nas linhas de produção das próprias montadoras ou nas plantas de fornecedores de partes dos veículos que são produzidas externamente, a presença de cabos de aço, cintas de elevação e diferentes tipos de lingas se aliam a estruturas como pontes e pórticos rolantes para tornar a operação industrial mais eficiente e segura. São equipamentos utilizados na movimentação de motores, chassis e blocos de metal, além de operarem na descarga e armazenamento de insumos, como bobinas de aço, entre outros.
Pontes e pórticos rolantes se diferenciam pela estrutura. De modo simplificado, podemos dizer que as pontes se caracterizam por serem estruturas que se movimentam por meio de trilhos elevados. Já os pórticos correm por trilhos instalados no solo.
São equipamentos que atualmente podem ser dotados de tecnologias de segurança e automação, o que contribui para os ganhos de eficiência e redução do risco de acidente. Entre essas tecnologias, podemos citar: controles remotos para operações à distância; limitadores de carga na forma de sensores que monitoram e evitam a sobrecarga; dispositivos de parada de emergência e sistemas de frenagem que garantem paradas suaves e precisas, o que evita danos aos materiais e às estruturas.
Os cabos de aço utilizados na movimentação de componentes pesados em uma indústria automotiva precisam ser adequados não apenas à carga que será içada e movida, mas também à estrutura que fará esta operação.
No caso de pontes rolantes, por exemplo, o diâmetro deve ser compatível com as polias, sulcos dos tambores e guias utilizadas no sistema. Caso contrário, a segurança e a eficiência da ponte e a performance dos cabos poderão ser comprometidas. A flexibilidade é outro ponto importante, já que os cabos de aço serão enrolados e desenrolados constantemente sob carga e precisam suportar a fadiga gerada por esses ciclos da operação. De modo geral, cabos de aço especiais com pernas externas compactadas e alma de aço plastificada tendem a ser a escolha correta para o melhor desempenho.
No processo de movimentação de cargas, as lingas desempenham um papel tão importante quanto o do cabo de aço principal. Também conhecidas como estropos ou laços, as lingas são trechos de cabos com alças trançadas e prensadas com presilha de aço nas extremidades. Muitas vezes, são utilizadas com acessórios como ganchos, manilhas ou anéis, entre outros, que atuam na composição de diferentes conjuntos que serão fixados em pontos de pega da carga que será movimentada e no gancho da ponte rolante.
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Nesse processo, além dos materiais convencionais, as cintas sintéticas também podem ser aplicadas para conectar a carga ao gancho da ponte rolante. Outra tecnologia que tem ganhado destaque são os cabos, laços e cintas de polietileno de alta densidade molecular (HMPE). São materiais que apresentam diâmetro e resistência à tração similares aos dos cabos de aço, mas pesando até 90% menos. Esta capacidade, associada ao menor peso e flexibilidade, tem aumentado a demanda por este tipo de fibra, que melhora as condições de trabalho por tornarem os processos manuais mais fáceis de serem executados.
Como podemos ver, o conjunto de tecnologias de elevação e movimentação de cargas utilizado na indústria automotiva é composto por diferentes materiais que precisam ser combinados dentro de critérios técnicos. São equipamentos com alto grau de especificidade, o que demanda controle rigoroso de qualidade, procedência e rastreabilidade para garantir a segurança e a eficiência a das operações industriais.
*Imagem de capa: Depositphotos.com
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